terça-feira, 15 de junho de 2010

Atividade Virtual

Cada aluno deverá redigir um relatório individual sobre o assunto ministrado no Seminário do qual participou. O texto deve ter no mínimo 1 página (tamanho A4, espaço simples, Fonte Times New Roman) e no máximo 3 páginas. O relatório deve ser postado nesta mensagem para ser disponibilizado na net para qualquer indivíduo ler e criticar. Essa atividade virtual vale 4,0 (quatro) pontos.

36 comentários:

  1. Professor,
    Devido ao nº de caracteres ter excedido o limite permitido pelo blog, postei apenas o link abaixo para acesso ao texto integral.
    http://jacivaldomacedo.blogspot.com/2010/06/apos-o-fim-da-arte.html

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  2. Aconteceu o mesmo comigo.
    não deu pra postar pelo número de carácteres.
    Pedro

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  3. Pedro Vinicius Souza da Silva (resumo – Richard Rorty)(parte 1)

    Richard Rorty foi um notório filósofo americano que veio a falecer em 2007. Na infância, teve influencias de Platão e de outros clássicos. Graduou-se em filosofia, concluiu o doutorado e seguiu, por algum tempo, tratando de temas próprios da filosofia analítica. Em “A filosofia e o espelho da natureza”, Rorty passa a tratar a construção filosófica de um modo bastante peculiar, rompendo com a tradição analítica, por um lado, e se destacando como um dos mais influentes filósofos contemporâneos, por outro.

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  4. Pedro Vinicius (parte 2)
    Crítica à epistemologia
    Um problema clássico da filosofia é o da dualidade entre mente e corpo no processo de construção do conhecimento. Em Descastes, a mente ocupava um espaço distinto e prioritário para a interpretação das representações exteriores.
    Já para Locke, a justificação ocorre no momento em que os sentidos entram em contato com os fenômenos, ou seja, de forma causal. O entendimento para ele é concebido como uma tabula rasa a ser escrita a partir da interação entre o sujeito e os fenômenos.
    Kant herda parte da filosofia de Locke e de Descartes e tenta dar à filosofia um caráter científico, ao colocar o espaço exterior dentro do espaço interior do sujeito transcendental e ao submetê-lo à certeza cartesiana. O diverso é dado e a unidade é feita. O problema, segundo Rorty,é que não podemos saber se um diverso que não pode ser representado como tal é de fato um diverso.Há uma circularidade inevitável aqui.
    Rorty recorre às críticas de Sellars e Quine, ao mito do dado e à distinção/sintético, para defender que estamos em relações causais e não representacionais com o mundo.
    Para Rorty, Quine e Sellars são holistas, porque acreditam que compreendemos o conhecimento quando compreendemos a justificação da crença como pratica social, o que torna desnecessária a noção de exatidão da representação. Ora, se a prática social – ou a conversação – substitui a confrontação, a metáfora da mente como espelho da natureza pode ser abandonada.
    Surge então a necessidade de se estabelecer um novo conceito de filosofia. Sem um fundamento exato ou qualquer idéia anterior aos fatos, resta à filosofia tratar das contingencias às quais estamos submetidos e assumir nossas limitações. O fisicalismo não-reducionista de Davidson se encaixa bem nessa persectiva rortiana. Rorty se distancia de qualquer postura universalista ou dogmática e busca abrir espaço para discussões.

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  5. Pedro Vinicius (parte 3)

    Ética
    A ética rortiana se baseia na solidariedade, que é o principio básico de toda sociedade e sem o qual as relações sociais não podem subsistir. Surge aqui a idéia de etnocentrismo, que é uma característica inerente a qualquer grupo social. Rorty defende que um individuo que teve um processo de socialização adequado não tem nenhum motivo para acreditar que uma outra cultura é melhor que a sua e, naturalmente, defenderá a todo custo seu modo de viver e será solidário aos seus semelhantes.

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  6. Pedro Vinicius (parte 4)

    Política
    Rorty afirma que cada indivíduo tem um vocabulário final, auto-justificativo, que contextualiza e suporta suas crenças e ações.São essas pessoas que sustentam a sociedade e preenchem o que Rorty chama de esfera pública. Nesse cenário surge a figura do ironista (individuo que não teve seu processo de socialização completado), que é aquele sujeito que dúvida de suas crenças e das crenças dos outros, questiona a possibilidade de encontrar respostas e não acredita que o seu vocabulário está mais próximo da realidade do que o dos outros. O ironista deve ser mantido na esfera privada, pois não é possível socializar a juventude mantendo-a em dúvida sobre o próprio processo de socialização.
    O cidadão ideal de Rorty é mesmo o ironista, mas é necessário que existam pessoas que “ponham as idéias em prática”. O ironista representa a figura do pensador que questiona, busca ampliar os horizontes da população e conduz a discussão.
    Rorty busca solucionar problemas clássicos da filosofia facilitando a comunicação entre diversas culturas e deixando a discussão aberta. Ele defende suas idéias, àqueles que se acostumou a defender (lembrar do seu conceito de etnocentrismo) e àquelas que formulou por ele mesmo, mas abre espaço para que todos se defendam, acreditando na experimentação na e comunicação como fatores que emancipam o homem.

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  7. RELATÓRIO DO SEMINÁRIO SOBRE RICHARD RORTY
    Parte 1
    ALUNO: ANDRÉ HENRIQUE M. V. DE OLIVEIRA.

    O texto de Paulo Margutti, usado como base na elaboração do seminário, traça um rápido panorama da filosofia de Richard Rorty, contemplando num primeiro momento as teses que o filósofo expõe no livro A filosofia e o espelho da Natureza e também as idéias desenvolvidas em obras posteriores como Pragmatismo e Política e Contingência, Ironia e Solidariedade.
    O pensamento de Rorty apresenta um aspecto crítico no que se refere à epistemologia, pois afirma que a Teoria do Conhecimento tradicional se baseia numa confusão entre justificação do conhecimento e explicação causal. De acordo com o filósofo, a origem desta confusão remota a Descartes e se estende até a filosofia de Kant. Descartes “inventa” a mente quando estabelece a separação entre res cogitans e res extensa, atribuindo ao primeiro âmbito o domínio da certeza e ao segundo o das opiniões. Locke, na esteira desta filosofia, postula a mente como objeto de uma ciência. Para o filósofo inglês o espaço mental seria um equivalente do espaço físico newtoniano. Aqui se daria a confusão entre o imprimir (processo causal das impressões sobre a “tabula rasa”) e a observação do imprimir (justificação racional). O conhecimento, enquanto simples posse de uma representação, é tomado como conhecimento enquanto juízo justificado. Já Kant, ao considerar que o diverso seja dado e a unidade seja feita, substitui a confusão entre explicação e justificação pela confusão entre síntese e predicação.

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  8. Parte 2 (André)

    Rorty se apóia nas críticas de Sellars e Quine para se aproximar do chamado fisicalismo não-reducionista. Sellars afirma que estamos em relações causais e não representacionais com o mundo, como queria a teoria tradicional, pois nosso conhecimento é formado por estados perceptivos que se dão em interações causais entre sujeito e objeto. Quine refuta o empirismo lógico no seu ensaio sobre os “dois dogmas” ao declarar a impossibilidade de separarmos linguagem de mundo.
    De acordo com Rorty, impõe-se, portanto, a necessidade de uma nova filosofia, na qual haja uma concepção pragmática de conhecimento. Os pragmatistas fundam o que se entende por objetividade na solidadriedade, por isso não precisam de uma epistemologia no sentido tradicional, ou seja, como busca de uma realidade (verdade) não-humana. Assim, “a única coisa a ser dita a respeito da verdade está na descrição dos procedimentos de justificação utilizados por uma dada sociedade”.
    Deste modo, a verdade adquire uma significação eminentemente pragmática, e isto leva Rorty a defender uma postura etnocêntrica, pois, ou conferimos um privilégio especial à nossa comunidade ou fingimos uma impossível tolerância. Nesse contexto surge a figura ironista: o sujeito que tem dúvidas radicais sobre seu vocabulário final (vocabulário capaz de expressar o conjunto de nossas crenças) e não acredita que seu vocabulário está mais próximo da realidade do que outros. Em resumo, o ironista é simplesmente aquele que admite a contingência.

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  9. Parte 3 (André)

    A proposta de Rorty pode ser caracterizada como abordagem política da própria política, no sentido de que procura se prender o menos possível em problemas de ordem teórica. O liberalismo apresenta-se nesse quadro como ferramenta pragmática para mitigar o conflito entre publico e privado.
    Outro ponto importante do pensamento de Rorty é sua concepção de solidadriedade. Para ele, solidariedade é um conceito etnocêntrico, pois não se fundamenta em nenhuma natureza humana. Não faz sentido, segundo Rorty, falarmos em humanidade em contraposição à desumanidade. A solidariedade nada mais seria que uma identificação entre indivíduos mais ou menos próximos, que se reconhecem como fazendo parte de um mesmo grupo.
    Todavia, a grande tarefa da filosofia seria alargar o máximo possível este sentimento de “nós”, para que passemos a nos identificar não apenas com aqueles mais próximos, mas também com outras pessoas, de outros contextos. Neste ponto é que a filosofia deve se incorporar numa cultura literária, pois a literatura tem um poder muito maior de aproximar e sensibilizar os indivíduos.

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  10. Arthur Danto é um dos representantes da chamada filosofia pós-analítica que representa um rompimento com a tradição analítica interessada apenas a análise lógico-lingüistica de textos filosóficos; dentre muitas áreas a que esta nova forma de filosofia se dedica, Danto escolheu a Estética como campo de estudo e reflexão filosófica, unindo a herança de sua formação analítica à filosofia continental (principalmente a estética hegeliana) Danto propõe uma nova forma de enxergar a arte condizente com os fenômenos que nela se sucederam mais ou menos da década de 60 para cá.
    No capítulo um de seu livro “Após o fim da Arte: A Arte Contemporânea e os Limites da História” que é escrito em forma de introdução Danto faz uma distinção importante sobre períodos artísticos e as formas de encará-los, explica também o que ele quer dizer com “fim da arte” e suas conseqüências. Por fim Danto faz referência ao que ele chama de «mudança histórica transcendental» que marca a passagem da Arte Moderna para a Arte Contemporânea não mais entendida sob uma ótica meramente temporal.
    A expressão “Fim da Arte” é invocada por Danto para ser aplicada a uma característica deste novo período artístico surgido por volta dos anos 60 e consolidado nas décadas de 70 e 80 que é a Arte Contemporânea, para compreendê-la se faz necessária a compreensão prévia dos desdobramentos trilhados pela Arte através dos séculos, resumidamente podemos verificar quatro tipos de tendência principais na Arte. A primeira se refere à arte anterior ao século XV: uma arte não reconhecida como tal, não era um mero produto humano, esta era encarada como produto miraculoso; a segunda é a arte que vai do Renascença ao Pré-Modernismo: a Arte ainda “encarada como espelho do mundo” e, por conseguinte, comprometida com o mimetismo; em terceiro lugar temos uma tendência sui generis que é representada pelo Modernismo: a Arte passa a ser o objeto dela mesma e todo o resto que representa o sensual e o mimético é rejeitado por não ser um “estudo puro”, por não ser a Arte pela Arte; e a quarta tendência pode ser descrita como a da reconciliação da Arte consigo mesma, a Arte volta-se para si mesma e realiza uma espécie de auto-compreensão e auto-aceitação em uma perspectiva histórica, este fenômeno é o que marca a Arte Contemporânea e a diferencia da Arte Moderna.
    Colocando de outra maneira nós temos nestas quatro tendências a primeira representando a “Arte antes da Arte”, da segunda a terceira a “Arte na Era da Arte” e a quarta a “Arte depois do fim da Arte”, mas o que isso quer dizer? Estaria Danto sugerindo que só seria arte genuína a que está compreendida nas duas tendências intermediárias? Na verdade não, o que Danto sugere na verdade é início, fim e pós-fim

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  11. de uma mesma narrativa histórica; o que acontece é que a Renascença inicia o período da chamada “Era da Arte” quando esta se afirma como tal e a Arte Contemporânea (depois de a Arte Moderna delimitar o “fim da arte”) rompe com esta narrativa quando a Arte se auto-compreende e se aceita em todos seus desdobramentos.
    Outro ponto chave para a compreensão da filosofia estética de Danto é a concatenação que o filósofo realiza de duas perspectivas que a primeiro momento se mostram bastante heterogêneas, são elas: o essencialismo e o historicismo, nessa união de perspectivas se mostra uma forte influência da filosofia hegeliana na estética de Danto. Na verdade, esta concatenação se faz necessária para ao mesmo tempo fixar uma condição necessária e suficiente de atribuição de valor artístico a um objeto e ao mesmo tempo dar conta da disjunção extensiva que a Arte apresentou ao longo dos séculos e se faz mais evidente ainda com a pluralidade de conteúdos e meios de apresentação dos quais a Arte Contemporânea se utiliza.
    A Arte Contemporânea, como já dito anteriormente, marca o rompimento de uma narrativa histórica da arte, enquanto a Arte Moderna de certa maneira poderia ser encarada como fim e último liame da Arte até então, a Arte Contemporânea é o período de auto-aceitação da arte consigo mesma e ao contrário da última esta não rejeita as formas de expressão do passado, é por este motivo que talvez esta pós-arte seja tão pluralista já que além do “completamente novo” ela se utiliza das formas de apresentação do passado para fazer outro tipo de “novo” e este seria uma espécie de outro significado para uma roupagem já usada anteriormente, isso marca bastante a arte dos contemporâneos chamados apropriacionistas, que dão um novo significado às imagens já utilizadas no passado em suas obras.
    Mas então como explicar esse fenômeno tão pluralista, por que razão seriam estes objetos, objetos artísticos, já que não conseguimos inferir-lhes nenhuma propriedade extensiva que lhes sirvam de regra? A resposta, segundo Danto, não está na extensão dos objetos de arte já que se tentarmos resolver por este meio o problema “o que é uma obra de arte?” a regra por aí concebida será sempre arbitrária; a solução estaria então não na extensão dos objetos e sim em sua intenção, para Danto existem duas condições a que um objeto tem de obedecer para assim ser considerado de fato uma obra de arte, ele deve: (i) ser sobre alguma coisa e (ii) incorporar o sentido desta coisa.
    Na estética de Arthur Danto apenas a partir desta ótica é que poderemos apreender a essência da arte e driblar tanto a disjunção dos meios de apresentação como a afirmação de que “se latas de sopa podem ser arte qualquer coisa pode”; por fim, Danto nos lembra de que apesar de a essência da arte ser atemporal sua extensão é histórica, ou seja, tanto os meios de apresentação quanto o sentido que o objeto de arte incorpora são limitados por um contexto histórico, é por essa razão que um quadro futurista não faria sentido se pintado na Idade Média por exemplo.

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  12. Benedito Sullivam


    Robert Nozick: (1ª Parte)

    Nascido no Brooklyn em 1938 de uma família de judeus, Nozick era um jovem que com uma formação filosófica severa construída com o rigor do pensamento analítico, juntava a recuperação de uma tradição anárquica individualista. E propunha um anarquismo pluralista, baseado na coexistência de eventos sociais diversos, mas em potencial conversação pacífica.
    O horizonte do pensamento de Nozick se reflete em diversos níveis de profundidade do tecido da proposição filosófica. Como a critica a essência “coercitiva” do “argumentar” filosófico e uma conseqüente prefiguração de uma alternativa libertaria são de fato o verdadeiro fulcro da reflexão de Nozick. De Hempel, Nozick aprende a noção de explicação cientifica, que, traída por uma reelaboração epistemologicamente “libertária” representa a pedra de seu pensamento.
    Em contraposição ao poder coercitivo do “argument”, Nozick propõe o conceito de “explicação”, que, em vez de forçar o leitor a determinadas conclusões, o “estimula” a maneiras de pensar alternativas. Assim Nozick tenta levar pela primeira vez para dentro da fronteira da analise as premissas emancipatorias da utopia democrática.
    Para situar melhor a teoria de Nozick é necessário engendrarmos pelo meio teórico ao qual este filósofo se enquadra, o Libertarismo.

    A diversidade da tória da teoria política de direita.

    Os libertários defendem a liberdade de estado e exigem limitações ao uso do estado para a política social. Opõem-se ao uso de esquemas de tributação redistributiva para implementar uma teoria liberal de igualdade.
    Outros defendem o capitalismo não como base no fundamento de maximizar a utilidade, mas de minimizar o perigo da tirania. Pois segundo estes, dar ao governo o poder de regulamentar as trocas econômicas centraliza o poder de regulamentar as trocas econômicas centraliza o poder e, como o poder corrompe, os regulamentos de mercado são os primeiros passos rumo a servidão. Portanto, as liberdades capitalistas são necessárias para regulamentar nossas liberdades civis e políticas.
    Essas duas defesas do mercado livre nos dizem que o mercado é um meio de promover a utilidade máxima e proteger as liberdades civis e políticas. Nestas descrições não damos preferência ao mercado livre porque as pessoas têm direito a propriedade. Mas damos às pessoas direito a propriedade como maneira de aumentar a utilidade ou estabilizar a democracia.
    E para o libertarismo a tributação redistributiva é inerentemente errada, uma violação dos direitos do povo. O governo não tem o direito de interferir no mercado mesmo para aumentar a eficiência. E segundo Nozick “os indivíduos tem direitos e há coisa que nenhuma pessoa ou grupo pode fazer a eles (sem violar seus direitos)”. E como as pessoas têm direito de dispor de suas posses como julgarem melhor, a interferência governamental é equivalente ao trabalho forçado - uma violação dos seus direitos morais básicos.
    A afirmação central da teoria de Nozick é esta: “Se supusermos que todos são titulares dos bens que possuem atualmente então, uma distribuição justa é qualquer distribuição que resulte das trocas livres das pessoas”. O governo tributa estas trocas contra a vontade de qualquer um é injusto, mesmo que seja para compensar os custos extraordinários das deficiências das deficiências naturais imerecidas por alguém. A única tributação legítima é a que se destina a levantar fundo necessário para proteger o sistema de livre troca. Por exemplo, o de polícia e o de justiça necessário para fazer cumprir as trocas livres das pessoas.

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  13. Benedito Sullivam
    Robert Nozick (2ª Parte)


    Anarquismo, Estado e Utopia.

    Capitulo 07: A Justiça Distributiva.

    Nozick aqui se concentra nas teorias que defendem a justificação de um Estado mais amplo. Pelo menos aquelas mais influentes. A expressão justiça distributiva, segundo Nozick, não é neutra. Nesse processo de distribuição alguns erros são cometidos. De modo que algumas redistribuições devem ser feitas mais de uma vez, e isso mediocremente. Aqui ele formulará o que ele considera inicialmente ser a visão correta de justiça em propriedades e em seguida passará a discussões alternativas.

    A teoria da Propriedade.

    O objeto da justiça distributiva consiste em três tópicos. Aos quais analisaremos aqui de forma bem superficial e resumida.
    São:
    1. Um princípio de transferência – qualquer coisa que seja adquirida justamente poderá ser transferida livremente;
    2. Um princípio da aquisição inicial justa – uma descrição de como as pessoas podem vir inicialmente a possuir coisas que podem ser transferidas em conformidade com (1).
    3. Um princípio de retificação da injustiça – como lidar com as posses se forem injustamente adquiridas ou transferidas.

    Ora, se possuo um lote de terra, então (1) diz que sou livre para participar de quaisquer transferências que deseje fazer a respeito desta terra. O principio (2) nos diz como a terra veio a ser inicialmente possuída. O princípio (3) nos diz o que fazer no caso de (1) ou (2) ser violado. Se as posses atuais das pessoas forem adquiridas justamente, a formula para uma distribuição justa é: “de cada um, como escolher, para cada um,como escolhido”
    A conclusão é que “um Estado mínimo, limitado às funções estritas de proteção contra força, roubo, fraude imposição de contratos, etc, é justificado; qualquer estado mais amplo violará os direitos das pessoas de não serem forçadas a fazer certas coisas o que é injustificável.”
    Portanto sou livre para fazer o que quero com meus recursos – posso gastá-lo adquirindo os bens e serviços de outros ou posso simplesmente dá-los a outros ou negá-los até mesmo ao estado.

    Princípios históricos e princípios de resultado final.

    A teoria de justiça do direito à propriedade na distribuição é histórica. Se uma distribuição é justa ou não depende de como ela ocorreu. Em contraste os princípios de justiça na repartição correntes sustentam que a justiça de uma distribuição é determinada pela maneira como as coisas são distribuídas (quem tem o que), da forma julgada por algum princípio estrutural de distribuição justa. E segundo esse princípio de repartição, tudo o que precisa ser examinado, no julgamento de uma distribuição, é quem termina com o que. Mas para Nozick nada muda se os princípios estruturais operam em uma seqüência de perfis de repartições correntes, por exemplo, dá mais a alguém agora, para contrabalançar o que teve menos antes. Doravante denominaremos esses princípios como princípios de resultado final.
    Em contraste com os princípios de resultado final os princípios históricos de justiça sustentam que circunstancias ou ações passadas podem criar direitos diferenciais ou merecimentos diferenciais as coisas. Uma injustiça pode ser cometida passando-se de uma distribuição para outra estruturalmente idêntica, uma vez que a segunda, que em perfil é a mesma, pode violar os direitos ou merecimentos das pessoas.

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  14. José Raimundo Guimarães Fortes
    Quine (Parte 1)
    Quine foi um filósofo americano que desde cedo se interessou pela matemática. Uma bolsa de estudos, após fazer seu doutorado, lhe permitiu viajar para a Europa, onde freqüentou os círculos do neopositivismo em Viena. Lá ganhou a reputação de grande filósofo da linguagem da tradição analítica com a publicação de “Dois dogmas do empirismo”.

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  15. Raimundo
    Quine (2ª parte)
    Em 1960, publica “Palavra e objeto”, livro no qual lança a tese da indeterminação da tradução, segundo a qual os lingüistas, quando se deparam com uma linguagem desconhecida, podem produzir manuais de tradução que, embora compatíveis com os comportamentos verbais dos falantes, são incompatíveis entre si. Não se pode dizer que a tradução “coelho” ou “gavagai” é a tradução correta, porque ambas são linguagens e têm respaldo empírico.
    Em “Palavra e objeto” aparece a tese da indeterminação da referência: saber se os nativos estão se referindo a um objeto ou outro depende de como traduzimos seus termos nos nossos. Se os objetos existem ou não, depende do manual de tradução adotado. Essa tese também é conhecida como relativismo ontológico.

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  16. Raimundo
    Quine (3ª parte)
    Quine diz que a epistemologia deve ser considerada uma ciência, a psicologia empírica, não servindo apenas de fundamentação da “a priori” ciência, mas descrevendo como o conhecimento é obtido e como é aceito pelos cientistas.
    O naturalismo quiniano tem o propósito de reorientar o empirismo tradicional e o realismo científico, para criar um empirismo e um realismo sem dogmas.
    O realismo científico prega que a ciência é o espelho do mundo, descreve o mundo tal qual ele é e ela sempre alcança a verdade. Como é dito hoje, devemos crer que os objetos inobserváveis realmente existem e são como a ciência os descrevem.
    Porém, o realismo científico enfrenta problemas como o da indistinguibilidade conceitual. Como uma teoria pode ser verdadeira e outra não, se ambas se baseiam no mesmo suporte evidencial?
    A tese da relatividade ontológica de Quine vem esclarecer que o suporte evidencial de uma teoria pode ser preservado, mesmo alterando sua estrutura ontológica, que não existe uma única ontologia, a correta. O que importa é a estrutura lógica da teoria. A ontologia é mero auxiliar.

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  17. Raimundo
    Quine (Final)
    Mas Quine diz ser um realista, que o mundo é como a ciência o descreve. No entanto, o realismo científico é diferente do conceito quiniano de naturalismo. O dogma da crença nos objetos observáveis é atacado pelo naturalismo quiniano. Devemos crer neles ou não? E, se devemos crer neles, por quê? Se não, temos que aceitar que a ciência é falível, contrariando a confiança do realismo da ciência. Uma vez que a ciência é falível, não temos por que acreditar que os objetos inobserváveis realmente existem. Muitas vezes uma cadeia inferencial amplamente aceita é posta de lado, como aconteceu no caso da teoria do éter. O naturalismo quiniano diz: a ciência é, sim, falível.
    Para Quine, todos os objetos são teóricos, de modo que objetos observáveis e inobserváveis são diferentes apenas em grau. Diferentes como são, Quine atribui maior confiabilidade aos objetos observáveis, porque não temos como renunciá-los, são possivelmente os nossos conceitos mais antigos.
    Já os objetos inobserváveis, podemos viver as nossas vidas sem lhes fazer referência, não precisamos deles para sistematizar a experiência, como a base dos nossos conhecimentos. Mas não se pode negar que a crença nesses objetos invisíveis nos ajuda a organizar a experiência, o que de outro modo não seria possível. De certo, o mundo subatômico não ajuda a entender o macroscópico?

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  18. Nozick

    Os libertários são contra o uso de esquemas de tributação para impor uma teoria liberal de igualdade, são a favor da liberdade de mercado e à limitação do uso do estado para a política social.
    O libertarismo julga a tributação redistributiva como sendo uma violação dos direitos do povo, pois o governo não tem direito de interferir no mercado, nem mesmo para aumentar a eficiência. Para Nozick, as pessoas têm direito de dispor de suas posses como bem entenderem, a interferência governamental é equivalente ao trabalho forçado, é uma violação dos direitos morais básicos.
    Podemos apontar como sendo o centro da teoria de Nozick a seguinte afirmação: se supusermos que todos são titulares dos bens que possuem atualmente (suas “posses”), então, uma distribuição justa é simplesmente qualquer distribuição que resulte das trocas livres das pessoas. O governo tributar estas trocas contra a vontade de qualquer um é injusto, mesmo que os tributos sejam utilizados para ajudar aos menos favorecidos. A única tributação legítima é aquela cuja finalidade é proteger, manter o sistema de livre troca.
    Há três princípios fundamentais na “teoria da titularidade” de Nozick :
    1- Um principio de transferência- qualquer coisa que seja adquirida justamente poderá ser transferida livremente;
    2- Um principio de aquisição inicial justa- uma descrição de como as pessoas podem vir inicialmente a possuir coisas que podem ser transferidas em conformidade com (1);
    3- Um principio de retificação da injustiça- como lidar com as posses se forem injustamente adquiridas ou transferidas
    Os lineamentos gerais da teoria de Nozick, dizem que as propriedades de uma pessoa são justas, e ela tem direito a elas, se foram observados os princípios de justiça na aquisição e na transferência ou de reparação de injustiça. Se as propriedades de cada pessoa são justas, então o conjunto total (distribuição) das propriedades é justo.
    A teoria de justiça do direito à propriedade na distribuição é histórica, pois se uma distribuição é justa ou não, depende de como ela ocorreu.
    Os princípios de justiça na repartição correntes que defendem que a justiça de uma distribuição é determinada pela forma como as coisas são distribuídas, de acordo com algum principio de distribuição justa, ou seja seguindo um padrão, onde o relevante é quem tem termina com o que, esses princípios são denominados princípios de resultado final, e são portanto a-históricos.

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  19. Diferentemente dos princípios de resultado final, os princípios históricos de justiça afirmam que situações, circunstâncias, ações que ocorreram no passado podem influenciar na distribuição atual, podem criar direitos diferenciais ou merecimentos diferenciais às coisas.
    Nozick rejeita as teorias padronizadas de justiça,pois elas não dão ao individuo a liberdade de fazer o que quiser com suas posses. Numa teoria padronizada, sempre haverá a necessidade de uma redistribuição, de uma intervenção do Estado nas posses individuais, pois as pessoas trocam suas posses constantemente, o que interfere no padrão de distribuição. Princípios distributivos padronizados ignoram qualquer direito que uma pessoa possa ter de dar algo a alguém (pois focaliza apenas o papel receptivo e seus supostos direitos).
    Segundo Nozick, qualquer teoria adequada de aquisição de propriedade, deverá conter pelo menos uma das condições que Locke postula na sua teoria de aquisição. Em outros termos, não haverá direito de propriedade, se a apropriação piorar a situação das outras pessoas, que não terão mais a liberdade de usar esse tal objeto apropriado (o que antes era possível).
    A condição lockeana de aquisição de propriedade se concentra na maneira particular em que as ações apropriativas afetam os demais e não na estrutura resultante (por isso não é um principio de resultado final).
    Podemos então concluir, que para Nozick, o Estado justificável é aquele que limita-se a proteção contra roubo, fraude, imposição de contratos, etc.,qualquer Estado mais amplo irá violar os direitos das pessoas, irá quebrar a liberdade que cada um deve ter de fazer o que bem entender com as suas posses.

    Wenes Alexandre

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  20. Sua Critica filosófica:

    Critica a epistemologia e a nova concepção de filosofia. Nessa sua critica, Rorty procura mostrar que a noção de teoria de conhecimento se baseia numa confusão entre a justificação do conhecimento sua explicação causal. Ele o faz se apropriando do holismo e do pragmatismo de Sellars e Quine respectivamente. Criticou ainda aqueles filósofos que tentaram desenvolver sistemas quase epistemológicos que se centram no fenômeno __ Descartes, Locke e Kant etc. Descartes, segundo Rorty, inventou a mente, dando um novo fundamento a filosofia em que a certeza se opõe a opinião. Locke torna a mente de Descartes o objeto de uma ciência de homem e que operam entre a explicação causal do conhecimento e a justificação racional de conhecimento e Kant tenta dar a filosofia um caráter cientifico.
    O contraponto de Rorty é mostrar que a noção de conhecimento como montagem de representação exata é opcional podendo ser substituída por uma concepção pragmatista de conhecimento. Assinala que a nossa atenção deve ser dirigida não para frases isoladas, mas para os vocabulários em que estas são formuladas, em uma postura anti-reducionista claramente influenciada pelo holismo semântico de Quine. Negando o caráter pretensamente volitivo ou racional da escolha de um vocabulário, Rorty sugere que o ato de seleção de uma linguagem em detrimento de outra tem uma natureza social, coletiva ou holísta como pensavam Quine e Sellars que são holistas, porque acreditavam que compreendemos o conhecimento quando compreendemos a justificação da crença como prática social o que torna desnecessária a noção da exatidão de representação.
    Rorty propõe um novo conceito de filosofia a partir da morte da epistemologia fundacionista..Para essa situação, Rorty influenciado por Gadamer que diz que a “hermenêutica não é um método para alcançar a verdade”, se apropria do arranjo ontológico da hermenêutica heideggeriana de “desconstrução da tradição’, para mostrar um outro lado, a partir do ponto de vista hermenéutico, ou seja, de uma edificação, na tentativa de abandonar uma filosofia que já não cumpre os objetivos a que se propôs em favor de uma pós-filosofia”.
    Iolete para Helder(parte 1)

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  21. A hermenêutica é uma tentativa de dar sentido quando ainda não temos certeza das coisas. Desse modo a fronteira entre a epistemologia e a hermenêutica não uma questão de diferença entre ciências da natureza e ciências do homem mas de familiaridade com o tema.
    Para Rorty, essa edificação da perspectiva filosófica sobrepondo a critica da razão parte da educação de cujo processo de aculturação permite que nós busquemos a objetividade e a perceptividade auto consciente das praticas sociais e fiquemos a saber quem somos e o que é o mundo. O discurso Anormal e existencial é sempre parasítico em relação ao discurso normal, que a possibilidade da hermenêutica é sempre parasítica em relação à possibilidade da epistemologia, e que a edificação sempre emprega materiais proporcionados pela cultura da época. Adotar uma atitude existencialista em relação à objetividade e a racionalidade, comum a Sartre, Heidegger e Gadamer só faz sentido se for feita num afastamento consciente de uma norma bem compreendida. Nesse sentido, Rorty faz uma distinção filosofia sistemática e edificante exatamente para mostrar o existencialismo precisa se libertar da tradição. Para Rorty, na filosofia sistemática, o conhecimento tradicional se reduz a mostrar conhecer, possuir crenças verdadeiras justificadas, crenças tão intrínsecas que tornam a justificação desnecessária, por exemplo a redescoberta de Aristóteles, a mecânica galileana etc. essas teorias remodelavam as outras a partir da últimas realizações cognitivas mas não se desvencilhavam da noção de essência humana apregoada pela herança kantiana.por outro lado, filósofos modernos como Goethe, Kierkegarard, Dewey, Wittgenstein etc. sem formar uma tradição se parecem entre si em sua desconfiança da noção de essência do homem é ser um conhecimento de essências, por isso mesmo são acusados de relativismo ou cinismo. Esses filósofos citados acreditavam que mesmo tendo uma crença verdadeira justificada sobre tudo que queremos saber, não podemos ter mais que conformidade às normas da época. Que mantiveram vivo o sentido historicista de que a superstição desse século foi o triunfo do século passado, da mesma forma foi o vocabulário utilizado na época. Rorty chamou-os de filósofos periféricos ou pragmáticos de edificantes e o da corrente principal de sistemáticos. Os filósofos edificantes são os que afirmam que as palavras tomam seus sentidos antes de outras palavras do que em virtude de seu caráter representativo. Os filósofos sistemáticos são construtivos e oferecem argumentos. Os filósofos edificantes são reativos e sabem que seu trabalho perde o propósito quando o período contra o qual estão reagindo já terminou. Os sistemáticos constroem para eternidade, os edificantes destroem em beneficio de sua própria geração.
    Rorty pensa que as doutrinas existencialistas, são incompatíveis com o behaviorismo e o materialismo. Mas o problema está em que os filósofos, que gostariam de ser sistemáticos e edificantes as vêem com o incompatíveis e procuram novas maneiras de criar uma perspectiva transcendental sem cair no cientificismo ou no historicismo.Contudo para Rorty, não se deve obter um assunto substituto para a epistemologia e sim tentar libertarmos da idéia de que a filosofia deve centra-se em torno de uma quadro permanente de investigação.
    Iolete para Helder(parte 2)

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  22. As critica de Rorty a epistemologia está ligada ao fisicalismo não reducionista inspirada em Davidson. Rorty vê em Davidson como ma culminação das tendências holista e pragmatista na filosofia analítica contemporânea, depois de uma longa disputa contra as concepções platônicas e religiosas do mundo. A transformação do modelo pós kantiano ao fisicalismo não reducionista se realiza através da rejeição de todos os conceitos básicos colocados. O conceito de representação da crença como regra para a ação e não como imagem feita a partir do conteúdo mental Rorty toma como base para constituir uma nova forma de pragmatismo, as contribuições de Davidson e de Quine. Davidson por rejeitar o conceito de tornar verdadeiro e Quine por eliminar a distinção entre uma estrutura constitutiva e uma verdade empírica.
    Os pragmatista tentam fundar a objetividade na solidariedade e por isso precisam de uma epistemologia, uma vez que, para eles, a verdade é o que é bom para nos acreditarmos..Para Rorty esses pragmatista deveriam assumir a alternativa etnocêntrica do dilema, privilegiando e seu próprio grupo mesmo que não haja uma justificação não circular para fazer isso. Os pragmatista desejam que a solidariedade seja o nosso único conforto, sem qualquer base metafísica. A discussão dos pontos em questão conduz o problema da ironismo e do liberalismo. No que diz respeito ao ironismo, Rorty afirma que cada individuo tem um vocabulário final, auto justificativo, que contextualiza e suporta suas crenças e ações. Em relação a o liberalismo ele confessa ter chegado a conclusão de que a busca do deleite privado e da justiça social não podem ser sintetizada numa única visão..Ele sugere que a política tenha prioridade sobre a filosofia. E propõe que adotemos uma abordagem política da própria política. Quando a democracia entra em conflito com a filosofia, a primeira tem procedência sobre a segunda. Para justificar essa tese, Rorty invoca outro de seus aliados: John Rawls. Pois a interpretação rortyano se baseia em reflexões feitas por Rawals em 1980 e 1985, depois da publicação de Uma teoria da justiça (1971).Rawls não pressupõe uma “essência”, um “eu” que possa ser identificado independentemente de rede de crenças e desejo de cada pessoa.Se isso é verdade então Rawls não estaria comprometido com uma explicação filosófica do eu, mas apenas com uma descrição histórico-sociológica de modo pelo qual vivemos hoje.
    Em relação ao liberalismo rortyano ele só apela etnocentricamente ao presente estado das sociedades liberais democráticas ricas, nas quais o privado e publico são duas esferas alternativas da práxis, uma tendo como objetivo a autonomia e a outra, a justiça..Esta é essência da utopia de Rorty, um liberalismo burguês pós-moderno.O liberalismo de Rorty é utópico e só poderá acontecer quando o verdadeiro significado de contingência tiver sido assumido pelas pessoas.
    Iolete para Helder(parte3)

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  23. Professor não foi possível enviar o texto de uma só vez, pois excedeu o número de caracteres.
    Iolete

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  24. Jamerson Oliveira Rodrigues29 de junho de 2010 às 11:04

    A antinomia do realismo
    O autor inicia o texto falando do erro comum dos filósofos que é jogar fora o bebê junto com a água de banho; ou seja, o desprezo as contribuições dos filósofos passados, lembrando que ao mesmo tempo não poderíamos acreditar nas mesmas coisas que eram acreditadas por eles a centenas ou milênios atrás, além do que fazer isso seria rejeitar a criticas acertadas feitas por filósofos posteriores e posições já há muito abandonadas.
    Insisti na tentativa de compreensão e superação do que ele chama de padrão de recuo, que leva a filosofia a pular da frigideira quente para o fogo, e do fogo para a frigideira quente infinitamente, e o que isso pode envolver na questão metafísica fundamental do realismo. Pois há inúmeros exemplos de recuo, no realismo que acabam refugiando-se em posições peculiares, tendo exemplos semelhantes a filosofia analítica, alguns recuos diante do anti-realismo adotam posições misteriosas.
    Crendo que existe uma forma de comprovar a alegação de conhecimento perante a realidade sem se refugiar numa fantasia metafísica, tendo que descobri-la. Procurando um título para a palestra podendo ser intitulada “O realismo aristotélico sem a metafísica aristotélica” ou “Realismo deweyano”, por crer que se pode reter algo do espírito da defesa do mundo do senso comum de Aristóteles contra os excessos metafísicos ou dos sofistas, sem comprometimento com o essencialismo metafísico de Aristóteles, buscando um meio-termo entre a metafísica reacionária e o relativismo irresponsável.

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  25. Jamerson Oliveira Rodrigues29 de junho de 2010 às 11:06

    A antinomia do realismo
    O autor inicia o texto falando do erro comum dos filósofos que é jogar fora o bebê junto com a água de banho; ou seja, o desprezo as contribuições dos filósofos passados, lembrando que ao mesmo tempo não poderíamos acreditar nas mesmas coisas que eram acreditadas por eles a centenas ou milênios atrás, além do que fazer isso seria rejeitar a criticas acertadas feitas por filósofos posteriores e posições já há muito abandonadas.
    Insisti na tentativa de compreensão e superação do que ele chama de padrão de recuo, que leva a filosofia a pular da frigideira quente para o fogo, e do fogo para a frigideira quente infinitamente, e o que isso pode envolver na questão metafísica fundamental do realismo. Pois há inúmeros exemplos de recuo, no realismo que acabam refugiando-se em posições peculiares, tendo exemplos semelhantes a filosofia analítica, alguns recuos diante do anti-realismo adotam posições misteriosas.
    Crendo que existe uma forma de comprovar a alegação de conhecimento perante a realidade sem se refugiar numa fantasia metafísica, tendo que descobri-la. Procurando um título para a palestra podendo ser intitulada “O realismo aristotélico sem a metafísica aristotélica” ou “Realismo deweyano”, por crer que se pode reter algo do espírito da defesa do mundo do senso comum de Aristóteles contra os excessos metafísicos ou dos sofistas, sem comprometimento com o essencialismo metafísico de Aristóteles, buscando um meio-termo entre a metafísica reacionária e o relativismo irresponsável.

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  26. Jamerson Oliveira Rodrigues29 de junho de 2010 às 11:08

    Os pressupostos do realismo tradicional
    O realista tradicional crê num mundo pronto e acabado, o mundo é como é independentemente dos interesses de quem o descreva, acredita numa totalidade de formas, universais ou propriedades, e que todos os significados possíveis das palavras correspondem a um desses elementos, sendo estabelecidas todas as estruturas dos pensamentos possíveis de antemão.
    Por que o realismo se tornou um problema?
    Com relação ao mundo exterior o realismo tornou-se um problema quanto a percepção imediata, por serem mentais e por isso não físicas, semelhante concepção dos materialistas,sendo atualmente entendida tal percepção como representações cerebrais, sendo desastroso tal entendimento para a metafísica como para a epistemologia, sendo a idéia de uma interface entre nossas capacidades cognitivas e o mundo exterior desastrosa, pois sugere que não se pode chegar aos próprios objetos.
    Rejeitada tal alegação pelos “realistas diretos” e aceita pelo autor “O realismo natural” que entende a percepção são coisas “exteriores” e, de um modo mais geral, aspectos da realidade exterior; sendo uma apreensão pelos sentidos de aspectos da realidade “exterior”, em vez de mera afecção da subjetividade da pessoa por esses aspectos. Segundo James a “alegação tradicional que devemos considerar nossas experiências sensoriais como intermediárias entre nós e o mundo não possui argumentos de defesa sólido e, mais do que isso, impossibilita completamente perceber a forma como as pessoas conseguem estar em contato genuíno com o mundo.”
    A “antinomia do realismo”
    As alternativas filosóficas vivas depende de um consenso bem amplo, mesmo que vago, da natureza da percepção, sendo necessário o abandono de posições pessoais, no caso do autor referindo-se ao “realismo interno”, que reconhece ter errado defendendo alguns pontos, levando o problema do realismo a uma antinomia da razão. O que para a maioria dos filósofos é um assunto sem interesse, pois já se encontram tranqüilas em relação ao realismo, ou são realistas ou anti-realistas ambos dogmáticos.
    Nas primeiras publicações em relação ao realismo o autor não considerou o envolvimento entre ela e a questão da percepção; nesse atual ensaio adota uma “semântica verificacionista”, sustentando que a compreensão da linguagem, tem de consistir no domínio de seu uso; dando-lhe atualmente um sentido diferente da noção “cognitiva científica”, dada anteriormente, não conseguindo defender o realismo, não comprendendo a relação entre linguagem e realidade.

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  27. RELATÓRIO DO SEMINÁRIO SOBRE STANLEY CAVELL
    ALUNA: DAIANA PRISCILIA MARQUES
    PARTE I

    Nascido em uma famíla de judeus em Atlanta , Georgia , Cavell teve sua primeira formação em música, graduando-se em Berkeley , em 1947. Pouco depois de ser aceio na Juilliard , ele desistiu de estudar música e mudou a filosofia.
    Embora treinado na anglo-americana tradição analítica , Cavell frequentemente interage com a tradição continental . He is well known for his inclusion of film and literary study in philosophical inquiry. Ele é conhecido pela sua inclusão de cinema e literária estudo na investigação filosófica.

    Embora formado na tradição analítica anglo-americana, Cavell frequentemente interage com a tradição continental. Ele é conhecido pela sua inclusão de filmes e estudo literário no pensamento filosófico.

    Cavell tem escrito extensamente sobre Ludwig Wittgenstein, Austin JL, e Martin Heidegger, bem como sobre a Transcendentalists americano Henry Thoreau e Ralph Waldo Emerson. Ele tem sido associada com uma abordagem para a interpretação de Wittgenstein, por vezes conhecido como o Novo Wittgenstein.

    Cavell incorpora elementos autobiográficos sobre como o seu movimento entre e dentro das idéias desses pensadores influenciaram e influenciam seu próprio pensamento.

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  28. Daiana

    PARTE II

    Imagem e Ceticismo: sobre o vínculo entre cinema e realidade na
    obra de Stanley Cavell.

    Partindo do livro A Projeção do Mundo, de Cavell, o artigo
    discute o vínculo essencial entre cinema e realidade. Destaca-se aqui um importante
    aspecto acerca deste vínculo, qual seja, o de que o papel da realidade não é, de forma
    alguma, o de ser copiada, reproduzida ou representada da maneira mais fiel possível. Para
    Cavell, a questão é a de saber o que se passa com a realidade quando projetada sobre uma
    tela, e o que se passa conosco quando olhamos o mundo de um filme. Assim, o
    restabelecimento mais fiel possível deste mundo exterior acaba por colocar em jogo as
    diferentes formas que a relação com a realidade pode assumir, entre as quais a representação
    não seria nem a primeira, nem a mais importante.
    A intenção de Cavell em relacionar o cinema e o ceticismo é de mostrar que podemos enchergar a realidade a partir de uma perspectiva diferente. Se o cinema é uma imagem da verdade do ceticismo é porque ele mostra que o mundo pode ser perdido: não em si mesmo, mas para nós. O cinema nos permite ver o
    mundo sem sermos vistos – e esse segundo aspecto é igualmente essencial. Ver o mundo sem ser visto é uma experiência comum para os
    espectadores de cinema, mas, em sua própria banalidade, esse fato traduz o
    desejo de ver o mundo diretamente, sem mediação, o mundo exterior ao sujeito
    – exatamente aquilo que a filosofia moderna parece, por impossibilidade, nos
    interditar.
    Aquilo que vejo sobre uma tela não são representações
    subjetivas, mas transcrições automáticas da realidade; vejo um mundo em que a
    realidade exterior não está em questão, mas que não tenho por onde pegar; vejo
    um mundo do qual não faço parte. Se aquilo com que sonho é sair de minha
    subjetividade, o olhar do fora que o cinema me oferece não pode satisfazer tal
    sonho senão pela metade: um mundo que é tão-somente visto é um mundo à
    distância, sempre diante de mim e, portanto, fora de meu alcance.

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  29. Daiana

    PARTE III

    A importância do tema do ceticismo, e por isso a razão de sua persistência, deve-se ao fato de que ele exprime esse sentimento de separação ou de isolamento metafísico.
    Um sujeito que pensa e vive a si mesmo como interioridade é um sujeito que não
    está certo de estar presente para o mundo e para os outros, que não está certo de
    que aquilo que lhe aparece como um fora não passa de um reflexo de sua
    interioridade. É possível dar a essa incerteza a forma de uma questão sobre a
    existência do mundo e dos outros, mas o que se exprime através de movimentos epistemológicos, através da busca de uma prova inatingível da existência do
    mundo e de outrem: é o temor de não poder estabelecer vínculos com o mundo
    e com os outros. O verdadeiro problema não é a existência do mundo e de
    outrem, mas a existência no mundo e com os outros. A verdade do ceticismo, tal
    como Cavell o interpreta, consiste em nos mostrar que este problema não tem
    solução definitiva, que se impõe sempre novamente, que deve ser sempre
    enfrentado novamente, em nossa vida individual e em nossa vida coletiva.
    E, nesse sentido, somos todos céticos ou, melhor, estamos todos expostos
    à tentação do ceticismo: negar a exterioridade, ou fugir dela, ou não reconhecê-la,
    em vez de encarar a difícil tarefa de estabelecer relações com a exterioridade, de
    aceitar a separação e de tentar, a partir da separação, construir vínculos com o
    mundo e com outrem.

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  30. RELATÓRIO DO SEMINÁRIO SOBRE HILARY PUTNAM
    ALUNA: RAFFAELA DE MARIA CARVALHO CERQUEIRA
    PARTE I

    Putnam(Chicago, Illinois, 31 de julho de 1926) é um filosofo que vem sendo uma figura central da filosofia ocidental desde 1960, especialmente em filosofia da mente, da linguagem e da ciência.Ele é conhecido pela sua prontidão em aplicar igual grau de escrutínio tanto às próprias posições filosóficas quanto às posições de outros filósofos, submetendo cada posição a uma análise rigorosa e expondo seus defeitos.[2] Como resultado, Putnam adquiriu a reputação de filósofo que muda freqüentemente de posição.Na filosofia da mente, Putnam é conhecido pelos seus argumentos contra a identidade-tipo dos estados mentais e físicos, baseado nas suas hipóteses da realização múltipla da mente, e pelo conceito de funcionalismo, uma teoria influente sobre o problema corpo-mente. Na filosofia da língua, com Saul Kripke e outros, ele desenvolveu a teoria causal da referência, que aplicou principalmente aos termos de espécie natuara como água, tigre, olmo e etc.. Tendo formulado uma teoria original do significado, que tenta levar em consideração a linguagem o mundo e a sociedade, com isto criando a noção de externalismo semântico, baseado num famoso pensamento experiente chamado Terra Gêmea (ou Twin Earth).

    Iluminar e reconfigurar um problema sempre intrigante: a relação entre nossas percepções e a realidade, é o que Putnam faz na obra “corda tripla- mente corpo e mundo”. Examina em primeiro lugar o problema do realismo: a verdade objetiva é possível? Recorrendo ao trabalho de J. L. Austin e de Willian James, Putnam desenvolve uma sutil e criativa alternativa, que denomina "realismo natural".

    Suas principais obras são:

    • Philosophy of Mathematics: Selected Readings.
    • Philosophy of Logic.
    • Philosophy of Logic.
    • Meaning and the Moral Sciences.
    • Reason, Truth, and History.
    • Realism and Reason.

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  31. RELATÓRIO DO SEMINÁRIO SOBRE HILARY PUTNAM
    ALUNA: RAFFAELA DE MARIA CARVALHO CERQUEIRA
    PARTE II

    Putnam aponta James que afirma que não existe descrição que não reflita algum interesse particular. E depois aponta o realista tradicional em controvérsia ao James, pois acreditam que o mundo é como é, independentemente dos interesses de quem quer que o descreva. Putnam, por sua vez, concorda com a critica de que o mundo é como é, independentemente dos interesses de quem o descreve, mas não concorda com a forma realista tradicional de dizer o que esta errado com a posição de James, pois nesse modo há uma fantasia metafísica. Pois, para Putnam, não existe uma totalidade de formas, ou universais, ou propriedades pré- estabelecidas de uma vez por todas. Não há uma totalidade estabelecida de todos os objetos.

    O metafísico tradicional tem toda a razão, segundo Putnam, em insistir na independência da realidade e na nossa responsabilidade cognitiva de sermos fies a todas as coisas que descrevemos, mas James diz que a descrição nunca é uma mera copia e de que estamos sempre criando novas maneiras de a linguagem poder ser responsável perante a realidade.

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  32. Camila Carvalho

    THOMAS SAMUEL KUHN (Cincinnati, 18 de Julho 1922 - Cambridge, 17 de Junho 1996)
    OBJETIVIDADE, JUÍZO DE VALOR E ESCOLHA TEÓRICA
    Thomas Kuhn levanta questionamentos a respeito da ciência, desde a forma como é concebida até sua aceitação pela comunidade cientifica. Para isso, parte primeiramente pelas características de como conceber uma boa teoria, pois, não descarta o processo tradicional de escolha em prol de uma determinada teoria científica, mas, põe sob suspeita os dogmas aceitos e reproduzidos por essa comunidade, levantando questões, como a subjetividade, que pareciam passar despercebidas ou eram mesmo negligenciadas e que são para ele fundamentais de serem considerados durante essa escolha. As características tradicionais são basicamente essas cinco principais:
     1- Exatidão: a busca pelo domínio do resultado, em concordância entre as observações e o resultado das experimentações;
     2- Consistência: deve ser dessa maneira tanto internamente, como com relação às outras teorias concorrentes e aplicáveis;
     3- Abrangência: as consequências de uma teoria devem estender-se muito além das observações, leis ou subteorias particulares para as quais estavam inicialmente projetadas;
     4- Simplicidade: trata da ordenação dos fenômenos, de maneira que sua falta dentro de projetos individualizados os tornaria isolados ou se em conjunto, a falta de simplicidade os tornariam confusos;
     5- Fecundidade: toda teoria deve ter sua própria assinatura, porém, não deve ser restritiva, de maneira a possibilitar futuras investigações e descobertas cientificas reais, desvendando novos fenômenos, não verificados entre os conhecidos.
    Tais características descritas são critérios padronizados de avaliação, para adequação de uma teoria, desempenhando um papel fundamental na escolha dos cientistas no momento que é preciso escolher entre uma teoria estabelecida e uma rival recente. Porém, afirma a existência de dificuldades na aplicação desses critérios padronizados de escolha, pois, por exemplo, dois cientistas, cada um possuindo suas convicções, diferentes entre si, mesmo levando em conta os mesmos critérios, contudo podem chegar a conclusões diferentes, porque talvez interpretem a simplicidade de maneira diferente ou tenham convicções diferentes sobre o âmbito de campos em que o critério de consistência se deva aplicar, ou talvez concordem sobre essas matérias, mas difiram quanto aos pesos relativos a ser acordados a estes ou a outros critérios, quando vários deles se desenvolvem em conjunto. Então a respeito de divergências deste gênero, nenhum conjunto de critérios de escolha já proposto é útil. Por isso é preciso lidar com características que variam de um cientista para outro sem que isso realmente arrisque a sua aderência aos cânones que tornam cientifica a ciência, indo além da lista de critérios partilhados para a característica dos indivíduos que fizeram a escolha. Outras diferenças significativas são funções de personalidade, alguns cientistas põem mais ênfase do que outros na originalidade e tem mais vontade em se arriscar, já outros, preferem teorias compreensivas, unificadas para solução de problemas exatos e pormenorizados de alcance aparentemente mais restrito. Esses fatores diferenciadores

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  33. Camila Carvalho

    THOMAS SAMUEL KUHN (Cincinnati, 18 de Julho 1922 - Cambridge, 17 de Junho 1996)
    OBJETIVIDADE, JUÍZO DE VALOR E ESCOLHA TEÓRICA
    Thomas Kuhn levanta questionamentos a respeito da ciência, desde a forma como é concebida até sua aceitação pela comunidade cientifica. Para isso, parte primeiramente pelas características de como conceber uma boa teoria, pois, não descarta o processo tradicional de escolha em prol de uma determinada teoria científica, mas, põe sob suspeita os dogmas aceitos e reproduzidos por essa comunidade, levantando questões, como a subjetividade, que pareciam passar despercebidas ou eram mesmo negligenciadas e que são para ele fundamentais de serem considerados durante essa escolha. As características tradicionais são basicamente essas cinco principais:
     1- Exatidão: a busca pelo domínio do resultado, em concordância entre as observações e o resultado das experimentações;
     2- Consistência: deve ser dessa maneira tanto internamente, como com relação às outras teorias concorrentes e aplicáveis;
     3- Abrangência: as consequências de uma teoria devem estender-se muito além das observações, leis ou subteorias particulares para as quais estavam inicialmente projetadas;
     4- Simplicidade: trata da ordenação dos fenômenos, de maneira que sua falta dentro de projetos individualizados os tornaria isolados ou se em conjunto, a falta de simplicidade os tornariam confusos;
     5- Fecundidade: toda teoria deve ter sua própria assinatura, porém, não deve ser restritiva, de maneira a possibilitar futuras investigações e descobertas cientificas reais, desvendando novos fenômenos, não verificados entre os conhecidos.
    Tais características descritas são critérios padronizados de avaliação, para adequação de uma teoria, desempenhando um papel fundamental na escolha dos cientistas no momento que é preciso escolher entre uma teoria estabelecida e uma rival recente. Porém, afirma a existência de dificuldades na aplicação desses critérios padronizados de escolha, pois, por exemplo, dois cientistas, cada um possuindo suas convicções, diferentes entre si, mesmo levando em conta os mesmos critérios, contudo podem chegar a conclusões diferentes, porque talvez interpretem a simplicidade de maneira diferente ou tenham convicções diferentes sobre o âmbito de campos em que o critério de consistência se deva aplicar, ou talvez concordem sobre essas matérias, mas difiram quanto aos pesos relativos a ser acordados a estes ou a outros critérios, quando vários deles se desenvolvem em conjunto. Então a respeito de divergências deste gênero, nenhum conjunto de critérios de escolha já proposto é útil. Por isso é preciso lidar com características que variam de um cientista para outro sem que isso realmente arrisque a sua aderência aos cânones que tornam cientifica a ciência, indo além da lista de critérios partilhados para a característica dos indivíduos que fizeram a escolha. Outras diferenças significativas são funções de personalidade, alguns cientistas põem mais ênfase do que outros na originalidade e tem mais vontade em se arriscar, já outros, preferem teorias compreensivas, unificadas para solução de problemas exatos e pormenorizados de alcance aparentemente mais restrito. Esses fatores diferenciadores

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  34. cont... thomas kuhn

    são descritos como subjetivos, em contraste com os critérios partilhados e individuais. A questão que Kuhn, quer levantar é que toda escolha individual entre teorias rivais depende de uma mistura de fatores objetivos e subjetivos, esses que levam em consideração os fatores idiossincráticos, dependentes da biografia e da personalidade individuais ou de critérios partilhados e individuais.
    Segundo Thomas Kuhn, os critérios subjetivos, foram negligenciados até aquele momento, pois, a ciência não procura considerar os cientistas individuais como parte dela, sendo que na verdade os fatores subjetivos desempenham um papel significativo na descoberta ou invenção de novas teorias, sobretudo considerando dos aspectos individuais dentro de suas máximas, normas ou valores, que são aspectos da vida humana e influenciadores de decisões.
    Então Kunh, parte para Indicação de três aspectos, em termos gerais, que representariam melhor sua concepção, na forma de direção a que sua colocação deveria prosseguir, para o desenvolvimento cientifico, são, a invariância do valor, a subjetividade já citada e a comunicação parcial, para a primeira, trata quanto às respectivas origens, que os critérios e os valores desenvolvidos na escolha teórica, deveriam estar fixados de uma vez por todas, não sendo afetados pela participação nas respectivas transições de uma teoria para outra, como o segundo aspecto já foi exposto, seguimos com o terceiro, da importância da comunicação entre proponentes de teorias diferentes, que são inevitavelmente parciais, pois, o que cada uma considera como fato depende da parte da teoria que partilha, e que uma transferência de lealdade do individuo, de teoria para teoria, se descreve muitas vezes mais adequadamente como conversão e não como eleição. Embora tudo isso seja tão problemático como controverso.

    Aluna: Camila Danyara L. De Carvalho
    Disciplina: Filosofia Americana Contemporânea
    Período: 2010. 1
    UFPI - DEFIL

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